. Faz tempo que não escrevo, admito. Mas também, faz tempo que não faço muita coisa. Chama-se férias. É o período menos produtivo do ano (pelo menos para mim). Não estudo, não trabalho, não escrevo, pouco leio. Então o que eu faço? Nada. E faço bem, acredito ter um certo dom para isso. Fazer nada é uma arte, e como a maioria das expressões artísticas, é incompreendido. Mas sobre o que poderia escrever? Acontecem tantas coisas nesse mundo a cada fragmento de segundo. Poderia escrever sobre o retorno às aulas, ao trabalho, começar uma nova blognovela, falar de um livro, música, futebol, pescaria, mulheres, Deus, o mal. Eis que tive uma epifania que me revelou o tema a ser dissertado doravante. Nada. Nada com nada, nada com nexo, nada interessante e nada específico. Você pode parar de ler o texto agora para não se decepcionar ou para se decepcionar, ou então pode continuar a ler e ainda correr os mesmo riscos. Pensar em nada, me lembra duas coisas, budistas e filosofia. Os budistas acreditam que através da meditação profunda, você consegue chegar ao “Nirvana” –que significa não pensar em absolutamente nada- uma prática no mínimo intrigante. Como assim não pensar em nada? Quando você fecha os olhos, e tenta se concentrar em nada, começa a pensar em tudo, tudinho mesmo. O que você fez, deixou de fazer, quer, precisa, pessoas, coisas, milhões de etceteras. É uma orgia reflexiva. Pensar em nada pensar implica pensar em algo, mesmo que esse seja o não pensar. Aí que entra a filosofia, pode-se filosofar horas sobre nada, da mesma forma que se pode “nadicar” horas em volta da filosofia. Talvez o nada seja exatamente o contrário do que é. Talvez ao invés do nada ser o absoluto vazio, seja o completo cheio. Ou não. Difícil definir, tanto quanto pensar nele. No dicionário, a palavra nada tem por definição: “‘nenhuma coisa nascida’, que, com elipse do não”. Uau. Então, o nada não existe? Como assim? Mas todo mundo já ouviu falar (e já falou) dele. Ainda bem que acabaram minhas férias, pois ficar fazendo uma coisa que talvez sequer exista, não me parece um bom programa. Conclusão do texto? Nenhuma. Não poderia ser diferente!
sexta-feira, 5 de março de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
A morena – 5º (e último) capítulo
Vestido vermelho que termina acima do joelho, como se fosse um presente de natal, esperando apenas ser desembrulhado. Assim estava a morena nessa manhã de forte sol e calor. Existem belezas, que inexplicavelmente cansam, com certeza não é o caso dessa acerca da qual escrevo. Não arrumo mais adjetivos para falar de seu corpo perfeito, ou seu sorriso, jeito de andar, etc. Ela estava no início do corredor e eu no fim, apenas contato visual, infelizmente. Novamente, a surpreendi me cuidando. É muito comum homens ficarem olhando, admirando ou até mesmo, desejando inúmeras mulheres, seja na rua ou em qualquer lugar que estejam, o que causa em algumas fêmeas uma certa repulsa. Contudo, mulheres fitando homens, isso não é comum, e se essa for provida de beleza incomparável então...
Assim estava a musa que inspira meus devaneios vocabulares, discretamente a me olhar. Tive a sorte de olhar para a porta no exato momento que ela passara a me “cuidar”.
O que se passa em sua cabeça?
Queres saber caro leitor? Eu também.
Mas é assim, dessa forma incompleta que termina a saga de “A morena”. Como já relatei em outro episódio, “nenhuma mulher deve ser superestimada, nenhuma!” Pois bem, já relatei insistentemente a beleza escultural da morena e os efeitos da mesma, de forma demasiada romântica. Agora, criarei uma nova blognovela para que seja acompanhada, mas de preferência algo mais concreto, com mais personagens. É uma promessa.
Agradeço aos que dispuseram parte de seu precioso (ou não) tempo com a folhetinesca saga “A morena”.
Assim estava a musa que inspira meus devaneios vocabulares, discretamente a me olhar. Tive a sorte de olhar para a porta no exato momento que ela passara a me “cuidar”.
O que se passa em sua cabeça?
Queres saber caro leitor? Eu também.
Mas é assim, dessa forma incompleta que termina a saga de “A morena”. Como já relatei em outro episódio, “nenhuma mulher deve ser superestimada, nenhuma!” Pois bem, já relatei insistentemente a beleza escultural da morena e os efeitos da mesma, de forma demasiada romântica. Agora, criarei uma nova blognovela para que seja acompanhada, mas de preferência algo mais concreto, com mais personagens. É uma promessa.
Agradeço aos que dispuseram parte de seu precioso (ou não) tempo com a folhetinesca saga “A morena”.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Para refletir
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Comentário esportivo
. Estamos na última rodada do campeonato de pontos corridos. Pontos corridos representa a razão, ao mesmo tempo que contraria a emoção. Futebol é paixão, claro que existe todo envolvimento racional, econômico e etc. Todavia um campeonato de pontos corridos, simplesmente assassina a adrenalina encontrada somente na final do campeonato.
. Domingo presenciaremos a muito provável vitória do Flamengo sobre o Grêmio. Não porque a torcida, movida pela paixão e rivalidade, está implorando que se entregue o jogo, para que seu arquirrival não termine em primeiro lugar, mas sim por incapacidade. Sejamos francos, o Grêmio tem uma dificuldade imensurável de ganhar partidas fora de casa, sequer tem time para isso. Mesmo que o time estivesse disputando a final do campeonato ou dependesse da vitória para não ser rebaixado, não teria chance contra o Flamengo, que vem fazendo uma bela campanha. Pois bem, esse será o auge da adrenalina do próximo domingo, torcer para que o Flamengo não seja o Flamengo, que o Grêmio modifique o péssimo quadro de vitórias fora de casa; e que o Inter vença essa pseudo-final de campeonato. Malditos pontos corridos!
. Domingo presenciaremos a muito provável vitória do Flamengo sobre o Grêmio. Não porque a torcida, movida pela paixão e rivalidade, está implorando que se entregue o jogo, para que seu arquirrival não termine em primeiro lugar, mas sim por incapacidade. Sejamos francos, o Grêmio tem uma dificuldade imensurável de ganhar partidas fora de casa, sequer tem time para isso. Mesmo que o time estivesse disputando a final do campeonato ou dependesse da vitória para não ser rebaixado, não teria chance contra o Flamengo, que vem fazendo uma bela campanha. Pois bem, esse será o auge da adrenalina do próximo domingo, torcer para que o Flamengo não seja o Flamengo, que o Grêmio modifique o péssimo quadro de vitórias fora de casa; e que o Inter vença essa pseudo-final de campeonato. Malditos pontos corridos!
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
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